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Perguntas

Alternativas ao SaaS Pegasus: boilerplates SaaS grátis em Python e TypeScript

Publicado em · 4 min de leitura· Anton Shubin

Em resumo

  • O SaaS Pegasus é um boilerplate Django pago, US$ 449 por um projeto ou US$ 649 sem limite.
  • De graça e em Python, há o Cookiecutter Django, mas sem times nem cobrança.
  • O Seed é grátis (MIT), com times, cobrança via Stripe e painel admin, em TypeScript.
  • Os dois cobram só via Stripe, e uma empresa no Brasil não tem Pix recorrente no Stripe.

Para quem procura uma alternativa grátis ao SaaS Pegasus, são dois caminhos: o Cookiecutter Django, se você quer continuar no Python, e o Seed, se TypeScript serve. O Cookiecutter Django traz cadastro, Celery e Docker, mas não traz times nem cobrança. O Seed, com licença MIT, já vem com times e papéis, cobrança por membro no Stripe e um painel admin separado. O Pegasus custa US$ 449 por um projeto ou US$ 649 por projetos ilimitados, pagamento único.

Transparência: quem faz o Seed sou eu. Por isso cada fato sobre outro produto tem fonte, e conferi tudo em 3 de novembro de 2026.

O que vem no SaaS Pegasus?

O SaaS Pegasus é um boilerplate Django que você monta no site dele e baixa pronto. Pelas notas de versão, ele usa Django 6.0 e Python 3.14, e a versão 2026.10.2 saiu em outubro de 2026.

A página inicial lista times com convites e papéis, autenticação em dois fatores, login social, assinaturas Stripe por assento ou por uso, tarefas com Celery, o admin do Django com "entrar como usuário", o CMS Wagtail, APIs REST, websockets e exemplos de chat e agentes de IA. O frontend é HTMX ou React com Tailwind.

Os preços são em dólar e sem assinatura:

  • Open Source, grátis: uma base Django com contas e ferramentas. Sem times, sem Stripe, sem suporte.
  • Professional, US$ 449: um projeto e mais um ano de atualizações.
  • Unlimited, US$ 649: quantos projetos quiser.

A licença permite produto comercial fechado, mas não permite publicar nem distribuir o código sem autorização do autor.

Comparação: Pegasus, Cookiecutter Django e Seed

SaaS Pegasus Cookiecutter Django Seed
Preço US$ 449 ou 649, uma vez Grátis Grátis
Licença Paga, sem publicar o código BSD-3-Clause MIT
Linguagem Python, Django Python, Django TypeScript, Deno
Times com papéis Sim Não citado Sim, de leitor a dono
Cobrança Stripe, por assento ou por uso Não citado Stripe, por membro, 14 dias de teste
Passkeys Não aparece na documentação Não citado Sim
Admin Admin do Django Admin do Django App próprio em domínio próprio, com log de auditoria
Offline Não citado Não citado Sim, guarda as edições até voltar a rede
Português do Brasil Mecanismo existe, nem todo texto marcado Não citado Pronto, junto com outros oito idiomas
Hospedagem Render, Fly, Heroku e outros, ou servidor próprio com Kamal Docker Compose, Heroku Docker Compose no seu servidor

Fontes: página do Pegasus, guia de deploy, tradução no Pegasus, README do Cookiecutter Django e README do Seed. "Não aparece na documentação": busquei "passkey" e "WebAuthn" em toda a documentação do Pegasus e não achei nada. "Não citado": a página do produto não menciona.

Stripe e Pix: o detalhe que pega quem vende no Brasil

Pegasus e Seed cobram só via Stripe, e o Stripe atende empresas do Brasil. Mas leia a página do Pix no Stripe antes de prometer Pix na assinatura: o Pix Automático, que é o Pix recorrente, não está disponível para empresas sediadas no Brasil. Uma conta Stripe brasileira aceita Pix avulso, em reais; na assinatura, o cliente paga por outro meio que o Stripe aceite, como cartão.

Isso vale para os dois boilerplates. Se o seu público só paga de Pix, você vai escrever a integração com outro provedor. No Seed, o Stripe entra pela interface BillingProvider do pacote @spy4x/billing, e o app só guarda o que os webhooks informam (como funciona a cobrança); times, papéis e limites do plano continuam iguais.

Dá para continuar no Python sem pagar?

Dá, com o Cookiecutter Django: licença BSD, Django 6.0, Python 3.14, cadastro via django-allauth, Celery, Postgres, Docker Compose e 100% de cobertura de testes desde o começo. Mais de 13 mil estrelas e commit na véspera da minha verificação.

O que falta é a parte SaaS: times, papéis, convites e cobrança, justamente o que o Pegasus vende. Reserve algumas semanas para isso.

Quando o Seed é a melhor escolha?

Quando TypeScript não é problema e você não quer reescrever a base de um SaaS. O Seed junta o que eu reescrevia em todo MVP de cliente:

  • login por senha, passkey, Google, GitHub ou link por e-mail, conta de convidado e segundo fator com app autenticador;
  • grupos com convites e papéis, o primeiro criado no cadastro;
  • cobrança por membro com plano grátis, 14 dias de teste e carência depois de um pagamento que falhou;
  • painel admin em domínio próprio, com cada ação no log de auditoria;
  • tempo real por WebSocket e um app que abre sem internet;
  • backups com restic e monitoramento no mesmo Compose.

A stack é Deno, Hono, Preact e Postgres, com deploy por Docker Compose num servidor que você aluga. A página de comparação coloca o Seed ao lado de ShipFast, Supastarter, Makerkit e outros starters JavaScript.

Quando ficar com o SaaS Pegasus?

Em três casos o Pegasus é a melhor escolha, sem discussão:

  • Seu time programa em Python. Trocar de linguagem custa mais que US$ 449.
  • Você quer IA pronta. O Pegasus traz chat com LLM, agentes e chamadas de ferramentas; o Seed, nada disso.
  • Você quer suporte pago. O Pegasus tem comunidade e suporte prioritário no Unlimited; o Seed tem issues no GitHub e a mim.

Também faltam no Seed cobrança por uso, entrar como um usuário para ver o que ele vê e um CMS de páginas como o Wagtail. Os apps de Android e desktop ainda não existem.

Teste antes de decidir

Abra a demo: um clique e você entra como convidado, com dados de exemplo. Em dois minutos dá para criar um time, convidar alguém e abrir a cobrança. Se servir, clone o repositório. Se não, compre o Pegasus sem culpa: ele devolve o dinheiro em até 7 dias.

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